Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

Pontos de Vista

Não resisti a fazer copy/paste deste post que o utilizador Nuno Leitão escreveu no Fórum Nova Crítica. É de facto uma fantástica (e pelo que conheço, certeira) apreciação sobre a nova restauração da Grande Lisboa. De destacar o facto de serem opiniões fundamentadas em 2 ou mais visitas. Deixo a minha vénia ao Nuno Leitão e ao Fórum Nova Crítica, http://www.novacritica-vinho.com/forum/index.php

"Para não deixar dúvidas sobre algumas das afirmações sobre o sector, deixo aqui um conjunto de apreciações sobre os restaurantes que serviram de base a esta análise. Restaurantes considerados criativos (autor, contemporâneo, moderno, fusão, etc.), visitados pelo menos duas vezes nos últimos quinze meses, almoços ou jantares. Só Lisboa e arredores.
Além de algumas considerações sobre o restaurante foi colocado o preço por refeição sem vinhos (menu degustação ou equivalente, couvert, aguas e café), bem como o meu (muito subjectivo) índice de satisfação por € gasto, que mais não é que uma relação qualidade preço ponderada pela satisfação pessoal que vou tirando de cada refeição. A,B,C,D,E do melhor para o pior.

Alma
Restaurante na moda e o que mais vive da imagem mediática do chefe. Pouca flexibilidade para quem anunciou mudanças de menu mensais e ao fim de três meses ainda mantinha a mesma carta. Esta rigidez (na mudança de pratos) era desnecessária e não gera nada de positivo para a refeição. É uma cozinha que varia pouco. Mesmo com novas cartas o resultado final é sempre parecido. Não corre grandes riscos. Manteve os preços mas baixou o produto. 45€ (C,D)

Bica do Sapato
Os anos passam e o sucesso continua. É sempre uma boa opção, embora já tenha ocupado um lugar de maior relevo na restauração de Lisboa. Não se vai pela cozinha. Nunca percebi se tinha alguma ambição em termos gastronómicos. 50€ (D)

Bocca
Restaurante trendy, densamente povoado ao fim de semana. Espaço moderno, agradável. Algumas boas experiências, intercaladas com outras menos conseguidas. Bom serviço. Sempre achei os preços no limite superior do segmento. 63€ (C,D)

Casa da Comida
Interessante convivência entre o tradicional e o moderno. Espaço clássico mas muito agradável. Tem um dos chefes (apesar de ser só consultor) que melhor trata peixe e moluscos. Alguns pratos muito interessantes e criativos. Necessita de modernizar o serviço. Muita expectativa em relação à evolução da carta. Preços correctos.
52€ (B,C)

Castro Elias
Não o considero como um restaurante criativo, mas é um dos projectos de tascas e petiscos promovidos por um dos principais chefes portugueses. Não traz nada de novo, nem contribui para o prestígio da gastronomia ou do chefe. Espero que o novo projecto no Chiado seja diferente. Mau serviço. Barato mas acaba por ser caro. 22€ (E)

100 Maneiras (Lx)
Ambiente e serviço muito simpático. Menu único, interessante, mas não é cozinha de mercado, varia pouco. Sucesso garantido nas primeiras visitas, depois cansa. Se alterasse mais os produtos, os pratos ou o alinhamento podia ter mais repetições. Épocas de grande criatividade, seguidas de períodos longos sem qualquer alteração. Cadeiras a melhorar, sala sem grandes atractivos. Os preços actuais são correctos (até a Julho eram escandalosamente baixos). 42€ (B)

Club
Já aqui expressei diversas vezes a minha opinião sobre este restaurante e sobre o seu chefe. Volto a repetir o que alguém resumiu como conjugar tão bem tradição e modernidade, num estilo irreverente, provocador mas que consegue em cada prato manter a respectiva identidade. Degustei, até Agosto, algumas das melhores refeições do ano com uma personalização como em nenhum outro restaurante. Diversas visitas com a mesma carta, menus sem qualquer repetição de pratos, a não ser por solicitação nossa. Apesar de ser em Vila Franca e de ter um serviço irregular conseguiu o lugar de maior destaque em 2009. 40€ (A)

Eleven
Um espaço de que gosto, para um restaurante que faz falta em Lisboa. Óptima vista, serviço muito profissional, boa comida. Nunca me deslumbrou, mas também nunca me decepcionou. Corresponde às expectativas, apesar de ter preços caros. Pena que não transmita mais ambição, tinha condições para ir muito mais longe. 80€ (D)

Feitoria
Sendo num hotel não o considero um restaurante de hotel. Dos restaurantes abertos este ano é o que tem as melhores instalações (ao nível do Eleven e do Panorama). Muito bom serviço. Cozinha muito consistente, com diversas visitas muito agradáveis. Preços muito correctos (penso que baixaram). Justifica mais visitas. Imo é um sério candidato a uma estrela Michelin. 50€ (B)

G Spot
Cozinha variada muito criativa, a verdadeira cozinha de mercado. Mudança completa de menu todas as semanas. Apesar das más instalações, a simpatia do serviço e a qualidade dos pratos compensam e justificam diversas visitas. O menu de almoço é imbatível. Bons vinhos a bons preços. 30€ (A,B)

Olivier Av.
O grande sucesso empresarial da restauração em 2009, sala muito bonita, bom serviço. Moda, moda e mais moda. Um restaurante para se ver e ser visto. A criatividade é mentira e a cozinha é quase industrial (5ª gama). 48€ (D,E)

Panorama
Cozinha muito criativa, cada vez com mais base portuguesa. Sala muito agradável, óptima vista. É dos poucos restaurantes em que os preços ao jantar são mais atractivos do que ao almoço. Tem uma atitude proactiva com o cliente. Com estabilidade tem potencial para justificar uma estrela. 60€ (C)

QB
Um dos restaurantes orientais em que se pode ir com quem não gosta desse tipo de cozinha. Um caso interessante de oferta diferenciada ao longo da semana, com grande adesão do público. Espero que a saída do chefe não corresponda a uma diminuição da qualidade. 30€ (A,B)

Suite
Não sei se é considerado um restaurante. O conceito levanta muitas dúvidas, com pouca adesão. Falta ambiente. Boa comida com alguma criatividade, serviço mais ou menos. Cultiva algum distanciamento. 29€ (D)

Tasca da Esquina
Repito o mesmo comentário do Castro Elias com mais um pormenor. A gestão dos horários e das reservas leva a que os clientes sejam tratados como mercadoria e proporciona comentários como “posso trazer a conta” ou “são dez horas, preciso da mesa” ou “posso tirar os copos” quando ainda havia vinho. Saudosos tempos do Belavista. Não acredito que os clientes antigos deste chefe se identifiquem com este espaço. Como sucesso empresarial só deve ser ultrapassado pelo Olivier. 28€ (E)

Tavares
Já escrevi muito sobre este restaurante. Passou a ser um local de culto com visitas obrigatórias para acompanhar as mudanças da carta. É o melhor exemplo que é possível fazer uma cozinha muito moderna com as nossas bases. É o restaurante que mais tem evoluído e imho o que demonstra mais trabalho e mais ambição. Ganhou uma estrela nas apreciações até ao Julho. Continua a evoluir e é um sério candidato a uma segunda estrela. As últimas visitas corresponderam a grandes refeições. Do melhor que há em Portugal. 85€ (A)

Terraço Tivoli
As várias refeições foram sempre abaixo das expectativas. É um restaurante que faz falta, que tinha um público fiel. Um caso em que se perdeu um tradicional clássico e não se ganhou um criativo. 75€ (E)

Valle-Flor
Uma sala interessante, dentro do registo clássico. Boa cozinha, criativa mas um pouco "forte". É um dos casos em que penso que a melhor solução é a combinação de pratos da carta e não a opção pelo menu. O serviço não está ao nível da cozinha. É um eterno candidato a uma estrela, mas já desempenhou um lugar de maior destaque dentro da restauração em Lisboa. Não acompanhou a evolução de algumas das alternativas. 80€ (C,D)

Vin Rouge
Algumas das limitações associadas ao antigo espaço ainda não foram ultrapassadas nas actuais instalações. Necessita alguma melhoria no serviço e em alguns pormenores laterais à refeição. A cozinha é boa, segura, sem grandes rasgos e não corre grandes riscos. O menu podia variar mais e teriam muito mais repetições. Devia ser mais proactivo Quando abriu era um restaurante "barato", manteve os preços e hoje tem alternativas com preços mais baixos. 45€ (B)

2780 Taberna
Cozinha variada muito criativa. Aqui está um restaurante que tem um site actualizado, onde é possível consultar o menu, que muda religiosamente todos os quinze dias (inicialmente mudava desnecessariamente todas as semanas). Penso que é um restaurante com muitos clientes habituais e com muitas repetições. Instalações pouco confortáveis. 30€ (B,C)

Vírgula
Há um ano considerava este restaurante como o segundo candidato à obtenção de uma estrela (depois do Tavares). Fechou. 48€ (A)

Os seguintes restaurantes deviam figurar nesta lista mas por vários motivos a segunda visita não aconteceu.

Arola,
Belvedere,
Confraria,
Flores,
Fortaleza,
Gemelli,
Guarda Real,
Na Ordem com,
Spot,
Varanda.

As minhas desculpas pelo monólogo.

Cumprimentos
_________________
N Leitão"

Pegando na deixa, aproveito para deixar as minhas humildes notas aos restaurantes onde já estive.

Alma, totalmente de acordo, (C/D)

Suite, concordo com a apreciação do Nuno Leitão, mas gostei bastante da comida, (C/D)

Tavares, sem comentários (A)

2780 Taberna, muita criatividade sem dúvida, mas alguns pratos nem sempre bem conseguidos, (C)

Arola, gostei muito, (B/C)

Gemelli, tinha uma expectativa muito alta e talvez por isso... (C)

Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

Encontro Com o Vinho/Encontro Com os Sabores 2009

Mais uma edição do maior certame de vinhos em Portugal, já vai na décima, que desta vez juntou cerca de 15000 visitantes, cerca de 350 produtores e mais de 1600 vinhos em prova. São numeros bem respeitáveis.
Muito convívio, muitas conversas, muitas provas, e nem a Sra. Joli faltou. Interessante a iniciativa do stand da Ervideira, que ainda a festejar a vitória do seu Antão Vaz, promoveu uma prova cega dos seus vinhos. De resto, fiquei fora das provas especiais, quando acordei já era tarde, as que me interessavam já estavam esgotadas, para o ano vou estar mais atento.
Dos (muitos) vinhos provados, houve três que gostei bastante, o Esmero Tinto 2005, o Duas Quintas Colheita Especial 2003 e o Charme 2007.
Pena mesmo foi a não realização do Gosto de Lisboa nos moldes do ano passado, que na minha opinião, complementou muito bem o ECV 2008.
Ah, quase me esquecia de um ponto muito alto. As Sardinhas Doces de Trancoso da Casa da Prisca. Delicious!
Em paralelo ao evento tiveram lugar vários concursos relacionados com o vinho. Aqui fica a lista dos vencedores.

CONCURSO "A ESCOLHA DA IMPRENSA",
Espumantes: Murganheira Millésime 2002
Brancos: Ervideira Antão Vaz 2008
Rosados: Dona Maria 2008
Tintos: Herdade de São Miguel Reserva 2007
Fortificados: Burmester Colheita 1955

CONCURSO "VINHOS DE TOURIGA NACIONAL",
Quinta do Vallado Touriga Nacional 2005

"CONCURSO NACIONAL DE CARTAS DE VINHOS",
Melhor Carta de Vinhos: Restaurante "Romando", em Vila Nova de Gaia
Melhor Carta Preço/Qualidade: Restaurante "Ponto Come", em Alcabideche
Melhor Carta "Vinho a Copo": Restaurante "Ponto Come, em Alcabideche
Melhor Carta de Vinhos Regional: ""Castas & Pratos"", em Peso da Régua


Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Adegga Wine Market


Gostei bastante deste evento, a sala era pequena mas isso fazia com que houvesse mais intimidade entre o público e os produtores. Parabéns aos organizadores e espero que se repita por mais vezes. Dos vinhos que provei, os que mais gostei foram o Cortes de Cima Touriga Nacional (2007, penso), o Falcoaria 2006, o Falcoaria Reserva 2007, o Guarda Rios 2007 e o Vale D´Algares Selection (2007, penso).

Domingo, Dezembro 06, 2009

Blandy’s “Produtora Portuguesa de Vinhos 2009”

A Blandy's ganhou o prémio «Produtora Portuguesa de Vinhos do ano 2009», no International Wine & Spirit Competition, o mais antigo concurso internacional de vinhos. A notícia foi divulgada no evento oficial de apresentação de prémios deste concurso, no passado dia 26 de Novembro de 2009, em Londres.
Todos os anos o International Wine & Spirit Competition premeia empresas e personalidades que contribuem de forma excepcional para o mundo dos vinhos. Para tal, é necessário preencher exigentes parâmetros de excelência. Um reflexo de qualidade, variedade, valor e informação, agora ao alcance dos consumidores de vinhos e bebidas espirituosas.
Este prémio vem reforçar o já enorme prestígio das marcas detidas pela Madeira Wine Company - Blandy’s, Cossart Gordon, Leacock’s e Miles - alcançado pelos inúmeros prémios ganhos até hoje. Destaque para as medalhas de ouro ganhas em provas cegas internacionais e para os prémios de “Enólogo do Ano” para vinhos generosos ganhos pelo enólogo Francisco Albuquerque, durante três anos consecutivos (2006, 2007 e 2008).
Fonte: Agroportal

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

100 melhores pela Wine Enthusiast

Foram divulgados os 100 melhores vinhos do ano pela revista Wine Enthusiast e na lista estão dois vinhos portugueses. No 20º lugar, o Quinta de Pancas Grande Escolha 2005 Tinto (Estremadura) e no 92º lugar, o Quinta das Tecedeiras Reserva 2005 Tinto (Douro). O nº 1 da lista é Californiano, Cambria Julia's Vineyard Pinot Noir 2006 Tinto.
Toda a lista aqui

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

2780 Taberna - Cozinha Experimental

No próximo dia 2, às 19:00 vai ser apresentado na livraria, Ler Devagar, na LX Factory o livro "2780 Taberna - Cozinha Experimental". O evento vai incluir uma sessão de live cooking.
Toda a notícia aqui no Blog Fugas.

Domingo, Novembro 29, 2009

Vinhos de Lisboa no "Natal no Chiado"

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa associou-se à iniciativa "Natal no Chiado" e até ao próximo dia 6 de Janeiro vai animar um espaço localizado entre a Rua Garrett e o Largo do Carmo.
Estarão assim à disposição de lisboetas e visitantes da capital vinhos certificados produzidos na região vitivinícola de Lisboa numa loja que ali estará para o efeito e, num piso superior, provar vinhos e degustar tapas num "wine lounge" que ali estará para conforto dos visitantes.
Segundo nota da organização a iniciativa insere-se na acção de lançamento da recentemente reconhecida Indicação Geográfica de Lisboa, que veio substituir a anterior Estremadura, região marcada pela diversidade de relevo, solo, clima, variedade de castas e, por consequência, também da diversidade bem patente nas múltiplas Denominações de Origem dos vinhos, espumantes, licorosos ou aguardente velha.
João Carvalho Ghira, presidente da CVRLx, considera que "consegue aliar a animação de um dos locais mais emblemáticos da capital portuguesa à promoção e divulgação dos Vinhos de Lisboa, proporcionando não só a possibilidade de aquisição de um produto de qualidade mas ainda a oportunidade de desfrutar de um bom momento, com a família ou amigos".
De segunda a quinta-feira, das 10:00 às 19:00, sextas, sábados, domingos e vésperas de feriado entre as 10:00 e as 20:00 pode visitar a loja de vinhos e escolher o que mais lhe agradar.
O espaço de provas e degustação está aberto de segunda a quinta-feira, das 16:00 às 20:00, sextas, sábados e domingos das 15:00 às 22:00, domingos e vésperas de feriado entre as 15:00 e as 20:00.
A presença dos Vinhos de Lisboa no “Natal no Chiado” é uma organização da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa com produção da Essência do Vinho.

Zita Ferreira Braga
Fonte: Hardmusica, http://www.hardmusica.pt/index.php

As novas Estrelas Michelin

Pouco mais há a acrescentar ao muito que foi dito sobre as novas estrelas Michelin para Portugal. Incontornável a estrela do Tavares, muito esperada, sempre chegou. Há vozes criticas sobre a precocidade desta estrela para o Chefe José Avillez, quando este está há menos de dois anos a desenvolver o seu trabalho no Tavares. Sinceramente, não tenho real noção de quais os exactos critérios para a atribuição das estrelas e se estas são justas ou não. Sei apenas que no caso do Tavares é mais que justo um reconhecimento público pelo trabalho que o Chefe José Avillez está a fazer, se for em forma de estrela, que seja.
Em Setembro último tive o prazer de viver, no Tavares, uma das minhas maiores experiências gastronómicas. Aliás, nem fazia ideia que alguém estivesse a fazer um trabalho daquele nível em Portugal (sem desprimor para os outros). Estive acompanhado de um velho amigo, Chefe de cozinha, que trabalhou com o José no início da sua carreira e também ele ficou muito impressionado com a evolução do seu trabalho. É uma estrela merecidíssima e se o José continuar a mostrar uma consistência no seu trabalho como tem feito até aqui, pode aspirar a muito mais. Seria um prazer enorme, ver um duas estrelas, nesta cidade que me viu nascer.
Mas nem só de José Avillez viveram as estrelas para Portugal. Outro "estreante" nestas lides foi o Chef Hans Neuner, do restaurante do Hotel Vila Vita Parc, em Armação de Pêra. Foi uma surpresa para todos e também para o próprio que não esperava obter já a estrela Michelin.
Em resumo, Portugal passou a ter doze restaurantes estrelados, mantendo-se o Vila Joya em Albufeira, com duas estrelas. Os restantes, todos eles com uma estrela são, para além dos já referidos estreantes, o Amadeus, Henrique Leis e São Gabriel em Almancil, o Largo do Paço na casa da Calçada, em Amarante, Fortaleza do Guincho, em Cascais, Arcadas da Capela, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, Eleven, em Lisboa, Il Gallo d’Oro no Funchal, e o Willie’s em Quarteira.
Referência por fim ao guia Bib Gourmand (que sai junto com o Guia Michelin) que premeia restaurantes de qualidade abaixo dos 30€. Este ano três novos nomes portugueses na lista, O Barrigas, na Golegã, O Júlio, em Gouveia e o Degusto, em Matosinhos.
Para terminar, deixo a ligação para o Blog Mesa Marcada e o testemunho de quem viveu a "noite mágica" por dentro.