Zurich


Zurich foi considerada a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo pelo 7º ano consecutivo. Já tinha conhecimento deste enorme cartão de visita aquando da minha visita de 5 dias nesta cidade Suíça, mas tinha alguma expectativa em perceber de que forma este critério era perceptível na vida diária e facilmente constatei que não é difícil perceber porquê.

Segurança, limpeza, organização, estabilidade politica, estabilidade económica e cuidados médicos.
A vida não pode ser melhor que isto.

1. O Lago de Zurich ao redor do qual a cidade cresceu é do mais limpo que já vi, a presença de cisnes e patos confirmam-no. No Verão quando as temperaturas atingem os 40º as pessoas tomam banho nele sem preocupações.

2. Os Comboios e os Trams (espécie de metro de superfície) chegam precisamente á hora marcada, estão impecavelmente limpos, o ambiente é bom.

3. A cidade é limpa todos os dias. São facultados sacos para as pessoas colocarem os dejectos dos cães e é impensável alguém não o fazer, não vi um único dejecto animal no chão. Nem uma única beata (não me perguntem onde eles as colocam, mas no chão não é).

4. O Franco Suíço é uma das moedas mais estáveis do mundo.

5. Todas as pessoas têm seguro de saúde.

6. As ruas são seguríssimas, Zurich tem uma das mais baixas taxas de criminalidade do mundo.

7. Tem um ponto negativo (para nós Tugas), é das cidades com mais alto custo de vida do mundo. Uma refeição normal chega facilmente aos 25€/pessoa, mesmo o Mc Donalds atinge sem esforço os 12,50€. Um café fica-se pelos 3€. Não há nada perfeito, certo?

No entanto os salários acompanham o custo de vida, só para terem uma ideia, uma pessoa que tenha um rendimento mensal de 2000€ é considerado abaixo do limiar de pobreza.


Zurich ainda tem os monumentos, as casas sem cortinas, as ruas de charme, mulheres bonitas (quase não há pessoas obesas), restaurantes gourmet, as lojas de design, os artigos de luxo (só para ver, porque aqui a palavra luxo tem outro peso), as montanhas brancas em fundo, os museus. Mas não foi tudo, ainda houve tempo para uma refeição gourmet de altíssimo nível, cortesia do nosso grande anfitrião, Chef Filipe Alloin.

Os Alpes. Lucern. Rhine Falls, as maiores cascatas da Europa, no Reno. A montanha de Uetliberg, que domina Zurich e onde provei o autentico Fondue Suiço. O castelo medieval de Rapperswill. Um lanche improvável, no talvez, mais luxuoso local onde já estive, O The Dolder Grand. A incrível loja Freitag. E por último o mais marcante acontecimento de toda a viagem, a revelação (para mim) do verdadeiro sentido do símbolo da neve. Aquela estrelinha que vemos em todo o lado, é literalmente, o desenho de um floco de neve!!!!!!

Um bem haja para os meus companheiros de viagem, todos eles contribuíram para mais uma memorável etapa, esta, a roçar a perfeição.

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