Rubro Campo Pequeno (Lisboa)

No dia que o Benfica se sagrou campeão nacional pela 32ª vez na sua história, que melhor local para se iniciar a festa que num restaurante chamado Rubro?
O Rubro fica no novo complexo comercial da Praça de Touros do Campo Pequeno (também há um para os lados da Av. da Liberdade mas a esse nunca fui), e a par do bar de tapas do El Corte Inglês é o meu favorito no que toca a gastronomia espanhola na capital.
O local é muito bonito, tem uma decoração moderna, onde predomina a madeira de carvalho, o metal e o xisto (ou será ardósia?), e onde pontifica uma enorme estrutura metálica que faz de garrafeira. Existem duas salas de restauração, a de baixo, que também tem uma "barra" onde se pode picar e beber um copo de vinho, é para fumadores e a de cima para não fumadores, onde existe uma grande mesa ao canto, perfeita para grupos.
Cá fora ainda temos a agradável esplanada, que nos dias mais quentes que se aproximam será o local de eleição.
No que diz respeito à refeição, começou-se por tapear. Na foto a Cecina de León, presunto de vaca num ponto de maturação excelente. Muito bom.
Gambas al Ajillo. Muito bom produto, muito saborosas e no ponto certo de consistência. O molho poderia saber um pouco mais a limão que não se perdia nada.
Revueltos de espargos. Muito bons. Os espargos de boa qualidade, muito saborosos, foram grelhados antes de adicionados ao ovo, no entanto, para o meu gosto, poderiam estar um pouco mais "al dente".
Pimentos Padrón. Excelente produto, assado e polvilhado com sal grosso. Uma delícia.

Depois das tapas, a especialidade da casa, Chuletón de Buey (para partilhar). A carne, maturada, muito tenra e de grande qualidade, muito bem confeccionada, no ponto certo de assadura. Muito, muito bom. Acompanha com batatinhas assadas, também elas de muito boa qualidade e muito saborosas. Tomara muitos assadores (incluíndo argentinos) da nossa praça, apresentarem carne desta qualidade.
Em alternativa ao Chuletón, retive o Solomillo de Buey e as Plumas de Cerdo Ibérico, mas ficam para outras núpcias.
Nas sobremesas, e ainda sob o signo da partilha, bolo de chocolate e sorvete de limão com vodka (era com espumante, mas optamos pelo clássico francês colonel).
O bolo de chocolate, ligeiramente húmido mas sem deixar de ter a textura de um bolo (nada de chamar bolo a mousses), é dos melhores que já comi em Lisboa, talvez só batido pelo do Fábulas. O sorvete, deliciosamente acompanhado pela vodka ( que não era de grande qualidade), estava dentro da normalidade mas deu uma frescura deliciosa ao final da refeição.

Nos líquidos, em tom de aperitivo, para soltar a língua e para início de refeição bebeu-se Madrigal 2008 (24€ a garrafa), depois com o aumento da consistência, passou-se para o Monte D´Oiro Reserva 2006 (9,5€ o copo) e para terminar tão agradável refeição, o Palacio de Bornos Sauvignon Blanc Semidulce 2008 (amável oferta do restaurante).
O serviço de vinho é exemplar de como o negócio do vinho deve ser na restauração. Copos, serviço e temperaturas cuidadas. Preços mais que justos. Quinzenas de produtores, onde se podem provar esses vinhos a copo, no caso a Quinta do Monte D´Oiro, quinzena essa que vai culminar com um jantar vínico na próxima terça dia 18 com a presença do Eng. Bento dos Santos.
A carta de vinhos não é muita extensa, mas tem referências bem interessantes, como por exemplo o Cavalo Maluco Tinto 2006, e sempre a preços muito cordatos.
O serviço é atencioso, mas sem excessos, prestável e extremamente simpático, o que acaba por compensar algumas falhas.
Em tom de conclusão, uma excelente refeição, num espaço que merece todo o sucesso que tem. Uma aposta muito segura dentro do género, aconselho vivamente.


Rubro Campo Pequeno
Praça de Touros do Campo Pequeno
210191191
Todos os dias: 12:30 às 24:00
2ª a 5ª: Cozinha encerra às 23:00
6ª, Sab e Vesp. de Feriado: Cozinha encerra às 23:30
http://www.restauranterubro.com
Preço médio sem vinho, 20€.

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