Tudo o que a Niepoort faz é um acontecimento e a prova desta semana na Garrafeira Nacional não fugiu à regra. Casa cheia para provar os novos e "velhos" vinhos da Niepoort, muita gente conhecida, habitués destas andanças, entusiastas, bloggers, curiosos e até turistas de ocasião.
Cheguei por voltas das 18:00 e a coisa tinha acabado de começar. A prova foi apresentada por Nicholas Delaforce e João Rico, e começou com uma importação da Niepoort o Champagne R & L Legras, depois o Tiara Branco 2009, um branco de vinhas velhas muito interessante, de seguida estava anunciado o Redoma Reserva Branco 2009 mas não se confirmou, passou-se de imediato para os tintos por esta ordem, Vertente, Redoma, Batuta e Charme todos de 2008, o meu gosto preferiu o Batuta ao Charme. De seguida chegavam os dois grandes momentos da prova, o Robustus 2007 e o Vintage Port 2009, dois vinhos belíssimos. O tinto, ainda um recém nascido, mas mesmo assim a já dar muito prazer e a comprovar 2007 como um dos grandes anos do Douro e o novo Vintage a ser uma muito agradável surpresa. Pelo meio ainda houve o Porto Bioma Vinhas Velhas 2008 que acabou ofuscado pelo portento do Vintage 2009.
Conto em breve deixar as notas de prova na minha página no
AdeggaE assim foi mais uma bela prova na Garrafeira Nacional, onde os finais de tarde de quinta feira começam a tornar-se o "happening" dos apreciadores de vinho em Lisboa. Para a semana, soprou-me um passarinho, vamos ter mais um nome de respeito. Quinta de Soalheiro (sujeito a confirmação).
Por último, gostava de realçar a excelente estratégia de divulgação que a Garrafeira Nacional tem adoptado para promover estes encontros, seja na sua página do
facebook religiosamente actualizada, ou através de mailing list, com a informação a chegar atempadamente aos interessados. È bom ver uma casa mítica de Lisboa não se sentar à sombra do sucesso, e adaptar-se aos novos tempos, rejuvenescendo-se, e rejuvenescendo a sua clientela.